Projetos
Casa Pátio
A Casa Pátio nasceu de uma tensão presente desde as primeiras conversas: o programa sugeria um sobrado, mas havia o desejo de preservar um espaço livre no coração do lote. De certa forma, o pátio já estava implícito ali. O casal deu ao studio liberdade total para pensar a casa. O programa reunia sala ampla, cozinha e área gourmet integradas, três suítes, sala de estar, lavanderia e um detalhe singular: uma cervejaria. A virada veio da leitura do terreno. O lote, mais largo que o comum na região e com uma leve declividade, deixou de ser visto só pela dimensão e passou a definir a arquitetura. Em vez de empilhar um pavimento sobre o solo, a casa se distribui em níveis: o volume superior, o nível semienterrado e o térreo social. Dois blocos paralelos emolduram o pátio, com um ipê-branco, deck e a piscina integrada ao bloco suspenso. O concreto moldado in loco organiza a casa em lâminas, fechadas por vidro. Nos quartos, brises inspirados no muxarabi criam uma segunda atmosfera: quem está dentro aproveita a paisagem arborizada do condomínio, e quem está fora quase não enxerga o interior. Na suíte, a vista de quase 180 graus a partir da cama convive com a privacidade. O hall de entrada distribui a circulação entre subsolo, térreo e primeiro pavimento e conduz direto ao centro da casa. Subir, descer, avançar e retornar oferece percursos diferentes mesmo em um lote tradicional, e cada nível revela a casa de um ângulo próprio. A área social se abre por completo para o exterior, e a contemplação entre os ambientes traz à casa uma sensação de calma e acolhimento.
Por Caio Augusto Persighini
Casa Resort
A Casa Resort nasceu de um desejo do casal: viver todos os dias com a sensação de estar em um resort. O ponto de partida foi o lote retangular de meio de quadra, típico de Araraquara, que costuma levar a soluções previsíveis. O projeto questiona essa tipologia e propõe uma casa que surpreende já na chegada. A garagem e o acesso foram pensados como um espaço botânico. Um grande pergolado, com longa projeção em balanço, abriga os carros e conduz à entrada. Jardins e pisantes desenhados pelo studio especialmente para esta casa se alternam e criam um percurso livre, menos rígido, que contorna o bloco social até chegar à piscina. O térreo abriga duas suítes. O pavimento superior foi concebido para receber outras duas, mas a família escolheu ocupá-lo como espaço de convivência, com TV, escritório, bar e mesa de jogos. A planta foi pensada para essa troca, e a casa pode se reorganizar conforme a vida da família mudar. Quase todo o lote é entregue ao uso social. A casa se abre quando o clima permite, se protege das intempéries quando é preciso e mantém sempre o jardim e os ambientes de convívio em continuidade.
Por Caio Augusto Persighini
Casa das Oliveiras
Há casas que são feitas para morar, outras, para manter vivo os encontros. Essa nasceu do desejo de um casal em criar uma residência que mantivesse a família reunida, oferecendo aos filhos adultos um lugar de encontro e convivência. Implantada em um terreno de esquina com um desnível de pouco mais de cinco metros, a casa se relaciona com um entorno privilegiado, marcado pela ausência de vizinhos em algumas divisas e pelas vistas para a vegetação ao entorno. O projeto partiu de duas condicionantes: valorizar a relação com a paisagem e garantir privacidade dos moradores. A solução foi elevar o plano de implantação por meio de aterro, estratégia que permitiu orientar a organização da residência para a área de lazer e as vistas. Os dormitórios, incluindo seus acessos á área externa, voltam-se para este espaço, enquanto os ambientes de serviço, depósito e garagem se concentram nas faces relacionadas aos vizinhos. Dessa forma, a implantação contribuiu para preservar a privacidade tanto nas áreas sociais quanto na área íntima, sem restringir a relação dos ambientes com a paisagem. Por fora, a altura, a amplitude horizontal, a composição de volumes, a materialidade e as empenas conferem solidez e privacidade. Na fachada o pano com fechamento de cobogós cria identidade, por dentro luz e dialogo com o exterior. Por dentro, o pé direito duplo de seis metros marca a chegada e estabelece a escala do espaço. A integração entre sala, cozinha, varanda e área externa favorece a continuidade visual e espacial entre os ambientes de convivência. As oliveiras, distribuidas diante da varanda gourmet contribuem para a privacidade, filtram a luz e estabelecem uma relação entre a arquitetura e a paisagem. Sua presença não se restringe ao jardim: participa da experiência visual dos ambientes e da transição entre interior e exterior. Na parte superior, as aberturas de vidro junto ao forro permitem aproximar a vegetação externa e reforça a percepção de leveza do plano do teto, como se estivesse suspenso. A implantação, a organização espacial, a luz e os elementos paisagísticos trabalham em conjunto para responder ao propósito inicial: criar uma casa que acolha a família, preserve a intimidade e mantenha uma relação constante com a natureza.
Por Noemi Yasuraoka
Casa da Luz
Por Tomaz Amaral Lotufo
Delattio e Lafontti
Por Camila Ribeiro Cury
Sona Dimerizável
Sona parte de uma escolha de eixo: levar a luz para a parede.
Por Pedro Henrique Tremontin Campos
Madre Empanadas
Arte, memória e gastronomia.
Por Rone de Araújo Martins
Cajú Padaria Artesanal
Uma antiga casa da década de 70 ganha nova vida e se transforma em um espaço comercial.
Por Marina Gabriela Canola
Luna
O globo de vidro opalino foi presença comum nas casas brasileiras, sobretudo nos anos 90.
Por Pedro Henrique Tremontin Campos
Wise Guys
Tudo nesse projeto é destaque, desde a casa modernista onde tudo acontece até a cozinha aberta, expondo toda a operação, sem medo de errar.
Por Rone de Araújo Martins
clínica no jardim estoril
Não se trata de aplicar uma forma ao espaço disponível, mas de reconhecer, entre suas limitações, as linhas de força capazes de ordenar uma nova espacialidade.
Por Gustavo Gonçalves Gimenez
residência na vila universitária
“Com sol e chuva você sonhava / Que ia ser melhor depois […] / Tudo o que você queria ser.”
Por Gustavo Gonçalves Gimenez
Aparador Essência da Terra
A peça é um mobiliário autoral inspirado na história, na paisagem e na identidade de Bauru e do interior paulista, traduzindo referências regionais por meio de formas, materiais e cores.
Por VANESSA ALVES MARTINEZ
LUMINÁRIA TRAVESSA
Acredito que arquitetura e design são disciplinas complementares.
Por Estúdio Kaique Xavier
Familia de Mobiliários - Café Ode
A família de mobiliários do Café Odê II foi desenhada como uma extensão da arquitetura do salão.
Por Samuel Pessoa Gonçalves Garcia
Café Ode II
Por Samuel Pessoa Gonçalves Garcia
Casa Thai
A relação com diferentes culturas, aliada ao interesse dos moradores por gastronomia, meditação e tecnologia, esteve presente nas decisões do projeto.
Por Marcos Caracho
Escultura Uno
Por Marine Rios
Espelho Atelier
Por Marine Rios
espelho criar
Por Marine Rios
Mesa Suster
A Mesa Suster foi concebida a partir de significados muito profundos e carrega uma visão muito particular para mim. Seu tampo é feito de travertino romano, uma rocha que revela beleza, mas também fragilidade. Seu acabamento transmite leveza e, dependendo do ângulo, cria a sensação de que o tampo está suspenso, quase flutuando. Mas, quando nos aproximamos, percebemos que ele está apoiado sobre uma base. E essa base carrega um significado especial: ela representa quatro pilares fundamentais da minha vida — fé, família, amor e amizade Um dos maiores desafios do projeto foi criar um tampo com balanço em uma rocha tão frágil. Para garantir a resistência necessária e permitir que ele suportasse as cargas, utilizamos uma malha de fibra de vidro embutida na pedra. Essa malha carrega o significado mais importante da peça: aquilo que realmente a sustenta, mas que nem sempre está visível. Para percebê-la, é preciso se aproximar, olhar por baixo e passar a mão sobre a rocha. Para mim, essa malha representa Cristo. Aquele que me sustenta mesmo quando não consigo vê-lo, que me fortalece nas minhas fragilidades e me permite suportar os pesos que carrego ao longo da vida.
Por Michel Nekis + Petra Marmoraria
Cozinha Casulo
Um jardim ao fundo destoa do restante. Se abre para cima, absorvendo a luz do dia para onde repousa. é singelo, mas presente em meio a todo o resto. Ao seu lado é onde se intervém; a cozinha, de pouca área, 4,23x 2,43/2,53 e 2,32 de altura. Aqueles que possuem um pouco mais de 1,60 tocam aquilo que seria o teto – ou a barreira entre material e imaterial, entre chão e céu. A partida é clara, um casulo dentro de outro. Ou quase uma caverna de tão pequena que é. A circulação - assim como dentro de uma gruta – dita o modo de ocupação do espaço – um corredor. O preparo e a refeição no meio sobre as bancadas suspensas que rasgam a parede e se tocam através de uma chapa metálica dão unidade para a coisa. Nas extremidades é onde os alimentos e objetos ficam armazenados em marcenaria. Sob o volume interno de aspecto monolítico nas paredes e piso, um rasgo se abre na cobertura trazendo a luz de fora para dentro. O projeto é assim como o jardim, um momento dentro casa, ou um luto do mesmo.
Por Estúdio Kaique Xavier
Banco Tatu
O Banco Tatu parte da abstração do tatu-bola, bicho-símbolo da fauna brasileira.
Por Julia Leme da Silva
estúdio criar
Por Mariane Rios
Banco Contraponto
A proposta investiga a relação entre estrutura racional e organicidade.
Por João Muniz Junior
Secreto, Salão de Beleza
O projeto foi concebido para além da estética.
Por Estúdio Kaique Xavier + Qoz Arquitetos
Apartamento não sou
A configuração do apartamento original propõe uma condição intuitiva de experiência, compartimentando cada pedacinho, sugerindo privacidade e pré-determinando usos e rotina.
Por Gruta Arquitetos
Entretempos
Entretempos é o refúgio de um apreciador de arte e design. É onde ele expõe sua coleção, dedica-se à leitura e recebe amigos. Um lugar em que cada obra, cada livro e cada objeto são testemunhas silenciosas de experiências, afetos e descobertas. Para contar essa história, Vitor Pellini optou por elementos que revelam discrição e profundidade. Em vez da ostentação, o projeto celebra a autenticidade e privilegia o essencial. Os tons sóbrios permitem que as texturas e as obras de arte se revelem com naturalidade, a madeira imprime densidade e acolhimento, e o chapisco preserva a expressão da matéria. A luz indireta desenha volumes, valoriza superfícies e transforma o ambiente ao longo do dia, fazendo da passagem do tempo parte da própria experiência.
Por Vitor Pellini
Espaço Casa Olivetto
Por Estúdio Mangava
Haras Entrevero
Por Estúdio Mangava
Restaurante LUME
Por Estúdio Mangava
Luminária de mesa C17+17
Existe um jeito de ver um tubo de alumínio e enxergar só isso: um tubo.
Por Leonardo Trindade Gigioli
UMA ESCOLA SUSTENTÁVEL - BRASIL
A Escola Municipal Rural Nossa Senhora da Conceição, em Mogi das Cruzes (SP), foi transformada no âmbito do programa Escola Sustentável Brasil, criado pela ONG TAGMA (Uruguai).
Por ESTUDIO ABERTO
LOJA 2 TETÊ CONFEITARIA
Por gabriel santiago de oliveira
Sede Administrativa Med First
"observar os produtos comercializados pela empresa numa espécie de vitrine turva e cenográfica."
Por gabriel santiago de oliveira
CASA DELTRAP
O diálogo com o entorno é complementado através da escolha de poucos materiais que combinam muito bem com o lugar.
Por Suelem Leite
Casa Tot
Com implantação que privilegia a integração entre os ambientes internos e os jardins que envolvem toda a arquitetura.
Por Celso Fernando Laetano
Casa Mangueira
Para assegurar sensações de bem-estar e conforto aos moradores, não somente a frondosa mangueira – que nomeia a obra – foi preservada na entrada social, como também toda a extensão verde que circunda.
Por Celso Fernando Laetano
Casa 7
Uma casa contemporânea, aberta, fluída, com lazer integrado e paisagismo muito presente.
Por Celso Fernando Laetano
Casa AM
Area livre, cuidados com águas pluviais e o cuidado com o “afundamento” visual da construção no lote.
Por comover arquitetura (Fernando Gobbo e Larissa França)
Casa Ella
Por Pedro Laterza
Residência A Porta Azul
Por Rafael Pinoti
CASA CEDRO
CASA CEDRO Implantada em um terreno com forte declive e vista privilegiada para um lago, a Casa Cedro traduz o desejo de habitar a paisagem com leveza e profundidade. O projeto se ancora no relevo natural, permitindo que a topografia conduza a arquitetura. A chegada se dá pelo nível superior, onde estão localizados os dormitórios e o escritório. Descendo pela escada em balanço, revela-se a área social e serviço, marcada pela integração entre estar, jantar e cozinha, todos voltados para o horizonte. Estruturas maciças de concreto garantem presença e estabilidade formando uma caixa que emoldura a paisagem, enquanto as aberturas estrategicamente distribuídas asseguram iluminação e ventilação naturais. A piscina, posicionada junto à copa das árvores, parece flutuar sobre o vale, intensificando a atmosfera de suspensão que permeia todo o conjunto. No subsolo, voltado para um gramado que se abre em direção à paisagem, encontram-se a sauna, o vestiário, e a sala de ginástica, ampliando as possibilidades de lazer e bem-estar sem perder a integração com o entorno. Mais do que uma residência, a Casa Cedro é uma imersão no cenário, um diálogo poético entre arquitetura, paisagem e matéria.
Por FERNANDA PADULA
Papatec
Projeto de arquitetura comercial em Piracicaba usa rotação de volumes e fachada metálica para destacar loja de informática em terreno estreito
Por Vertentes Arquitetura
CASA ROYAL
Por FERNANDA PADULA ARQUITETURA
Hospital Dia - IVision
Arquitetura hospitalar como instrumento de organização, cuidado e cura.
Por Carla Andrade
Casa FF
Por Comover Arquitetura
Eco Escola Jardim
A arquitetura da Escola Jardim em Limeira transforma um lote estreito em um pavilhão fluido e integrado à natureza
Por ADRIANO CALABRESI DO COUTO SOUZA
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