Luna
O globo de vidro opalino foi presença comum nas casas brasileiras, sobretudo nos anos 90.
O globo de vidro opalino foi presença comum nas casas brasileiras, sobretudo nos anos 90. Preso ao teto da sala, do corredor ou da cozinha, iluminava o ambiente sem chamar atenção para si. Com as reformas e a chegada de novas luminárias, esses globos perderam a função e passaram a circular como sobra.
Luna parte de uma pergunta: o que esse objeto ainda pode ser? A resposta foi tirá-lo do teto e trazê-lo para a mesa. Na altura dos olhos, o globo deixa de ser fonte de luz anônima e passa a ser lido como forma: a esfera, a boca de encaixe, a textura do vidro, as marcas de uso.
Cada globo é garimpado individualmente. Vindos de fabricantes, épocas e casas diferentes, variam em diâmetro, tom do opalino e medida do gargalo. A base é modelada digitalmente e produzida por manufatura aditiva em PLA, [ajustada às medidas de cada globo: confirmar]. A peça reúne dois tempos: um vidro de produção industrial em série e um corpo fabricado com tecnologia digital.
A fonte de luz fica oculta. O opalino recebe a luz e a devolve difusa, como a lua, que não tem luz própria e brilha porque reflete a luz que recebe. Daí o nome.
Nenhuma Luna se repete. A tiragem depende do que o garimpo encontra, e cada peça mantém as marcas do vidro original como registro da sua primeira vida. O globo apresentado nas imagens é uma das variações possíveis.
Categoria: +Design
Localização: Bauru,SP
Ano: 2026
Área: Não divulgada
Escritório: Pedro Henrique Tremontin Campos
Créditos: Gabrielle Belone
