Residencial
Casa FF
A possibilidade de variedade espacial nos moveu no projeto dessa casa, em uma rua tranquila no centro da cidade de Santa Rosa de Viterbo, interior do estado de São Paulo. Tal variedade poderia ressaltar diferentes estratégias, desejáveis à vida daqueles que habitam. Uma casa pode estabelecer um diálogo com a paisagem da cidade, seja através de interfaces, as "soleiras", seja através de recortes e vistas cuidadosas. As condições de insolação e topografia nos levaram a encostar a construção em um dos lados do terreno, que libera maior área interna, dispondo um vazio estratégico, ligação entre os espaços de convívio e os espaços resguardados. A sala se abre para um jardim sombreado. Além de iluminar a casa, o jardim possibilita ventilação natural e a vista do céu. O programa de necessidades contempla duas suítes no térreo, o que configura a independência do pavimento. Para evitar áreas subutilizadas de corredor, foram pensados dois eixos no sentido longitudinal da casa: a norte, as áreas mais fechadas (lavabo, escada, dormitórios e lavanderia); a sul os espaços abertos e integrados ao jardim (garagem, salas e cozinha). No pavimento superior existe um dormitório, voltado a Leste, janela de piso a teto, protegida por muxarabis de madeira que correm externamente. Para garantir a vista de um de acesso à casa. Os portões, brises, foram pensados como um filtro para possibilitar a visão de dentro e permitir que o jardim possa ultrapassar barreiras, anulando-as. A oeste, existe o acesso a um terraço, com vista para a cidade e também para o interior da casa. O sistema construtivo utiliza estrategicamente quatro materiais: concreto, tijolo, madeira e vidro. A estética da residência são os próprios materiais, utilizados sem revestimentos, expondo a beleza da técnica. As transparências tem o mesmo cuidado, definindo graus de translucidez condizentes a cada espaço: vidro temperado nas salas, cozinha e dormitórios; vidros leitosos nos banheiros; e painéis "c-glass" na escada e garagem.
Por Fernando Gobbo e Larissa França
CASA FLOAT
Conforto térmico e eficiência construtiva em um projeto que reúne concreto armado e estrutura metálica.
Por Fagner Mendes Gava
CASA GÊMEOS DALI
O convívio familiar como cerne do lar.
Por Laércio Fabiano Arquitetura
Casa KG
A residência em Botucatu combina taipa de pilão, pau-a-pique e madeira de demolição em um projeto focado em tecnologias apropriadas e baixo impacto ambiental.
Por Tomaz Lotufo
Casa Laranjeiras
Refúgio de veraneio em Paraty aposta em materiais naturais e volumes independentes para camuflar a arquitetura e devolver o protagonismo à natureza.
Por MF+Arquitetos
CASA LIV
Nascido de um desenho da própria moradora, o projeto elimina barreiras entre sala, cozinha e jardim para criar uma rotina familiar completamente integrada. A Casa Liv, localizada em Bauru e projetada pelo escritório Fagner Mendes Gava Arquitetos, estabelece um diálogo sensível entre o espaço construído e a experiência de morar. Longe de se revelar em um primeiro olhar, a residência se transforma ao longo do dia por meio da luz, dos percursos internos e da constante transição entre o interior e a vegetação. O ponto de partida para essa concepção nasceu de uma colaboração estreita entre os profissionais e a proprietária, cujo envolvimento inicial foi determinante para o layout integrado. "Eu desenhei no papel", compartilha a cliente Lívia, ao recordar o esboço inicial que trazia o desejo de uma conexão total entre a cozinha, a sala e a área externa. A partir dessa premissa, a parceria técnica buscou viabilizar uma fluidez cotidiana, onde as atividades da família pudessem acontecer de forma livre e sem barreiras visuais ou físicas. Visualmente, o projeto adota uma postura de discrição e equilíbrio, partindo do princípio de que a redução de excessos é capaz de revelar o essencial. Na fachada, a combinação do concreto aparente, da vegetação e de um extenso fechamento em muxarabi metálico confere identidade sem necessidade de adornos. Esse muxarabi, inclusive, não se restringe à porção frontal da residência; ele se prolonga por toda a lateral, mediando a relação entre a arquitetura e o paisagismo desde o acesso principal até os fundos. O elemento atua como um filtro dinâmico que suaviza o sol da tarde, promove a ventilação natural e projeta desenhos geométricos de luz e sombra nas superfícies internas, transformando a iluminação natural no elemento que dita o ritmo dos ambientes. A transição entre as áreas sociais e íntimas reforça essa atmosfera de calma, utilizando as esquadrias como segundas camadas de filtragem da luminosidade. O desenho técnico dos caixilhos foi planejado para que as esquadrias praticamente desapareçam quando abertas, graças a perfis mínimos e painéis de vidro de canto a canto. Essa solução elimina as barreiras visuais e promove uma real integração, permitindo que a sala se expanda em direção ao deck externo e que as dinâmicas familiares -- como o movimento das crianças ou um café da manhã que se estende para o quintal -- ocorram de maneira contínua. Ao cair da noite, a percepção da Casa Liv se inverte, e a iluminação interna passa a se projetar para o exterior através da pele metálica vazada. A eficiência do projeto se consolida não por componentes isolados, mas pela sinergia entre a luz indireta, a presença constante do verde e a amplitude espacial. Ao abrir mão de portas desnecessárias nos ambientes de convivência, a arquitetura cumpre o papel de acolher o cotidiano, transformando conceitos técnicos em uma experiência de conforto e permanência.
Por Fagner Mendes Gava
CASA QUADROS
Onde privacidade e aberturas não são antagônicas.
Por Gruta Arquitetos
CASA RAMENZONI
Residência integrada à paisagem, com volumes horizontais e espaços fluidos que conectam interior e exterior.
Por KA2R Arquitetura
Casa RCA
Fluidez dos ambientes e uso eficiente da iluminação mostram como a arquitetura pode aliar estética e funcionalidade no cotidiano de uma família
Por RBTO Arquitetura
CASA ROYAL
A Casa Royal integra-se ao terreno em declive através de concreto aparente e cobogós, unindo estética brutalista e funcionalidade climática.
Por Fernanda Padula Arquitetura
Casa Vila 499
Amplitude e Luz: Transformando um lote estreito em um refúgio integrado
Por Vertentes Arquitetura
EDIFÍCIO LAVIT
Edifício residencial composto por dez pavimentos e apartamentos de 41m² e 64m². Sua área de lazer está no sétimo andar, como uma grande praça elevada, piscina, academia, lavanderia compartilhada, coworking, brinquedoteca e churrasqueira integrados e sem paredes, com vista para o pôr do sol, possibilitando a socialização dos moradores.
Por Fagner Mendes Gava
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