Residencial
Casa da Luz
Por Tomaz Amaral Lotufo
Casa das Oliveiras
Há casas que são feitas para morar, outras, para manter vivo os encontros. Essa nasceu do desejo de um casal em criar uma residência que mantivesse a família reunida, oferecendo aos filhos adultos um lugar de encontro e convivência. Implantada em um terreno de esquina com um desnível de pouco mais de cinco metros, a casa se relaciona com um entorno privilegiado, marcado pela ausência de vizinhos em algumas divisas e pelas vistas para a vegetação ao entorno. O projeto partiu de duas condicionantes: valorizar a relação com a paisagem e garantir privacidade dos moradores. A solução foi elevar o plano de implantação por meio de aterro, estratégia que permitiu orientar a organização da residência para a área de lazer e as vistas. Os dormitórios, incluindo seus acessos á área externa, voltam-se para este espaço, enquanto os ambientes de serviço, depósito e garagem se concentram nas faces relacionadas aos vizinhos. Dessa forma, a implantação contribuiu para preservar a privacidade tanto nas áreas sociais quanto na área íntima, sem restringir a relação dos ambientes com a paisagem. Por fora, a altura, a amplitude horizontal, a composição de volumes, a materialidade e as empenas conferem solidez e privacidade. Na fachada o pano com fechamento de cobogós cria identidade, por dentro luz e dialogo com o exterior. Por dentro, o pé direito duplo de seis metros marca a chegada e estabelece a escala do espaço. A integração entre sala, cozinha, varanda e área externa favorece a continuidade visual e espacial entre os ambientes de convivência. As oliveiras, distribuidas diante da varanda gourmet contribuem para a privacidade, filtram a luz e estabelecem uma relação entre a arquitetura e a paisagem. Sua presença não se restringe ao jardim: participa da experiência visual dos ambientes e da transição entre interior e exterior. Na parte superior, as aberturas de vidro junto ao forro permitem aproximar a vegetação externa e reforça a percepção de leveza do plano do teto, como se estivesse suspenso. A implantação, a organização espacial, a luz e os elementos paisagísticos trabalham em conjunto para responder ao propósito inicial: criar uma casa que acolha a família, preserve a intimidade e mantenha uma relação constante com a natureza.
Por Noemi Yasuraoka
Casa de Campo
Materiais naturais e ventilação cruzada definem a residência implantada em harmonia com o entorno preservado.
Por Teresa Borsoi
CASA DELTRAP
O diálogo com o entorno é complementado através da escolha de poucos materiais que combinam muito bem com o lugar.
Por Suelem Leite
Casa Ella
Por Pedro Laterza
CASA FE
O projeto organiza o programa de necessidades em uma planta térrea que prioriza a fluidez e a setorização inteligente dos espaços.
Por N2B Arquitetura
Casa FF
Por Comover Arquitetura
CASA FLOAT
Conforto térmico e eficiência construtiva em um projeto que reúne concreto armado e estrutura metálica.
Por Fagner Mendes Gava
CASA GÊMEOS DALI
O convívio familiar como cerne do lar.
Por Laércio Fabiano Arquitetura
Casa KG
A residência em Botucatu combina taipa de pilão, pau-a-pique e madeira de demolição em um projeto focado em tecnologias apropriadas e baixo impacto ambiental.
Por Tomaz Lotufo
Casa Laranjeiras
Refúgio de veraneio em Paraty aposta em materiais naturais e volumes independentes para camuflar a arquitetura e devolver o protagonismo à natureza.
Por MF+Arquitetos
CASA LIV
Nascido de um desenho da própria moradora, o projeto elimina barreiras entre sala, cozinha e jardim para criar uma rotina familiar completamente integrada. A Casa Liv, localizada em Bauru e projetada pelo escritório Fagner Mendes Gava Arquitetos, estabelece um diálogo sensível entre o espaço construído e a experiência de morar. Longe de se revelar em um primeiro olhar, a residência se transforma ao longo do dia por meio da luz, dos percursos internos e da constante transição entre o interior e a vegetação. O ponto de partida para essa concepção nasceu de uma colaboração estreita entre os profissionais e a proprietária, cujo envolvimento inicial foi determinante para o layout integrado. "Eu desenhei no papel", compartilha a cliente Lívia, ao recordar o esboço inicial que trazia o desejo de uma conexão total entre a cozinha, a sala e a área externa. A partir dessa premissa, a parceria técnica buscou viabilizar uma fluidez cotidiana, onde as atividades da família pudessem acontecer de forma livre e sem barreiras visuais ou físicas. Visualmente, o projeto adota uma postura de discrição e equilíbrio, partindo do princípio de que a redução de excessos é capaz de revelar o essencial. Na fachada, a combinação do concreto aparente, da vegetação e de um extenso fechamento em muxarabi metálico confere identidade sem necessidade de adornos. Esse muxarabi, inclusive, não se restringe à porção frontal da residência; ele se prolonga por toda a lateral, mediando a relação entre a arquitetura e o paisagismo desde o acesso principal até os fundos. O elemento atua como um filtro dinâmico que suaviza o sol da tarde, promove a ventilação natural e projeta desenhos geométricos de luz e sombra nas superfícies internas, transformando a iluminação natural no elemento que dita o ritmo dos ambientes. A transição entre as áreas sociais e íntimas reforça essa atmosfera de calma, utilizando as esquadrias como segundas camadas de filtragem da luminosidade. O desenho técnico dos caixilhos foi planejado para que as esquadrias praticamente desapareçam quando abertas, graças a perfis mínimos e painéis de vidro de canto a canto. Essa solução elimina as barreiras visuais e promove uma real integração, permitindo que a sala se expanda em direção ao deck externo e que as dinâmicas familiares -- como o movimento das crianças ou um café da manhã que se estende para o quintal -- ocorram de maneira contínua. Ao cair da noite, a percepção da Casa Liv se inverte, e a iluminação interna passa a se projetar para o exterior através da pele metálica vazada. A eficiência do projeto se consolida não por componentes isolados, mas pela sinergia entre a luz indireta, a presença constante do verde e a amplitude espacial. Ao abrir mão de portas desnecessárias nos ambientes de convivência, a arquitetura cumpre o papel de acolher o cotidiano, transformando conceitos técnicos em uma experiência de conforto e permanência.
Por Fagner Mendes Gava
Pág. 2 de 4 | Registros 13 a 24 / 42
