Projetos

+Design

ILHA TRAPÉZIO

Conceito & Filosofia A cozinha, consagrada como o coração da casa e espaço de convivência, ganha neste projeto do arquiteto Pedro Paulo Pacheco uma abordagem que alia arte e inteligência espacial. O ambiente foi concebido como uma experiência singular, priorizando o conforto visual, a gastronomia e o acolhimento ao redor da mesa. Materialidade & Marcenaria Desenvolvido em parceria com a marcenaria DellAnno, o espaço destaca-se pela combinação precisa de texturas: Ilha em Madeira: Equipada com gavetas funcionais para o preparo dos pratos e prateleira ripada inferior para apoio decorativo. Bancada em Granito São Gabriel Escovado: Superfície inteiriça que garante o contraponto ideal com um toque de rusticidade e sofisticação. Diferencial Inovador A ilha é móvel, permitindo ser deslocada para a varanda em eventos ao ar livre, promovendo flexibilidade e integração total entre os ambientes.

Por Pedro Paulo Pacheco

Remodelação

Cozinha Casulo

Um jardim ao fundo destoa do restante. Se abre para cima, absorvendo a luz do dia para onde repousa. é singelo, mas presente em meio a todo o resto. Ao seu lado é onde se intervém; a cozinha, de pouca área, 4,23x 2,43/2,53 e 2,32 de altura. Aqueles que possuem um pouco mais de 1,60 tocam aquilo que seria o teto – ou a barreira entre material e imaterial, entre chão e céu. A partida é clara, um casulo dentro de outro. Ou quase uma caverna de tão pequena que é. A circulação - assim como dentro de uma gruta – dita o modo de ocupação do espaço – um corredor. O preparo e a refeição no meio sobre as bancadas suspensas que rasgam a parede e se tocam através de uma chapa metálica dão unidade para a coisa. Nas extremidades é onde os alimentos e objetos ficam armazenados em marcenaria. Sob o volume interno de aspecto monolítico nas paredes e piso, um rasgo se abre na cobertura trazendo a luz de fora para dentro. O projeto é assim como o jardim, um momento dentro casa, ou um luto do mesmo.

Por Estúdio Kaique Xavier

+Design

Banco Tatu

O Banco Tatu parte da abstração do tatu-bola, bicho-símbolo da fauna brasileira. A partir de sua carapaça tripartida, características como a articulação, forma e adaptabilidade se expressam no mobiliário por meio do movimento que torna-se múltiplo em si mesmo. O móvel parte de uma premissa já conhecida, o tradicional banquinho da casa brasileira, e distorce e retorce sua forma subvertendo em algo novo, e dando a autonomia ao usuário a subvertê-la também. O design, funcional e multiuso, permite inúmeras possibilidades para cotidianos diversos, como: sentar, fechar, abrir, apoiar, subir, descer e decorar. Além disso, como o animal, o móvel não se fixa em uma única posição, podendo desdobrar-se como uma pequena escada de apoio, ou assumir diferentes alturas, revelando, a cada configuração, uma nova possibilidade de uso. Foram exploradas técnicas tradicionais de encaixe em madeira, trazendo a possibilidade construtiva e desenho para a peça, resultando em um objeto pensado até o detalhe. Materialmente, o projeto se expressa através da articulação de elementos da cultura brasileira traduzidos na utilização de espécies nativas da flora do país, como o cumaru e o tauari. A partir disso, foram utilizados encaixes do tipo finger joints, que além de aumentar a integridade da estrutura, são incorporadas ao desenho da peça, de maneira a potencializar sua qualidade estética. O projeto explora técnicas tradicionais de marcenaria combinadas a processos contemporâneos de fabricação. Seus módulos são produzidos em madeira maciça através de peças usinadas em CNC e curvas realizadas por meio da técnica wood bend kerf, permitindo criar as formas do projeto com um uso mais racional da matéria. Para dar estabilidade à peça, são utilizados tubos e anéis metálicos no eixo do Banco Tatu. A base em semiesfera além de detalhe estético, é proteção e adaptação a diferentes superfícies e contextos. Assim, o Banco Tatu se consolida como uma investigação sobre a relação entre forma, movimento e matéria, em que cada escolha projetual participa da construção de uma linguagem única. A aproximação entre referências da natureza, saberes da marcenaria e recursos contemporâneos de fabricação resulta em um objeto que alia expressão e funcionalidade sem que uma se sobreponha à outra. Mais do que reproduzir uma referência, o projeto busca traduzir seus princípios em uma experiência de uso aberta e dinâmica, na qual a transformação da peça também transforma a maneira de percebê-la e incorporá-la ao cotidiano.

Por Julia Leme da Silva

Projetos conceito (não executados)

CASA MARÉ

Implantada em um lote de esquina com topografia acentuada, a Casa Maré estrutura-se a partir da leitura das condições naturais do terreno e de sua relação com a paisagem. A diferença de cotas existente é incorporada como premissa de projeto, orientando a implantação dos volumes e permitindo que a residência se acomode ao aclive com menor interferência sobre o perfil natural do lote. A organização espacial privilegia a orientação dos principais ambientes para o vale, a poente, estabelecendo uma relação direta com a paisagem e com as variações de luz ao longo do dia. Em contraponto, as fachadas voltadas para as vias de acesso apresentam maior controle de aberturas, conformando uma volumetria mais resguardada e garantindo privacidade aos espaços domésticos. A composição arquitetônica é definida por volumes predominantemente horizontais, articulados em diferentes níveis e acompanhando a topografia. Grandes planos de vidro ampliam a continuidade visual entre interior e exterior, enquanto elementos em madeira e pedra conferem unidade à composição e estabelecem uma relação material com o contexto natural. Dessa forma, a casa assume diferentes graus de permeabilidade: mais contida em relação ao condomínio e progressivamente aberta em direção à paisagem. Pátios e jardins internos são incorporados ao sistema espacial da residência como elementos de articulação entre os ambientes. Além de introduzirem vegetação no interior da construção, esses vazios ampliam a entrada de iluminação natural, favorecem a ventilação cruzada e estabelecem relações visuais entre diferentes setores da casa, contribuindo para maior continuidade espacial e conforto ambiental. A materialidade parte de uma paleta reduzida de elementos naturais e superfícies de caráter tátil, com predominância de pedra, madeira, tecidos naturais e tons terrosos. Arquitetura, interiores e mobiliário são concebidos de maneira integrada, buscando coerência entre proporção, materialidade, escala e uso. A Casa Maré propõe, assim, uma arquitetura de baixa presença volumétrica e forte relação com o lugar, na qual implantação, orientação, vazios, materialidade e paisagem operam como partes de um mesmo sistema. O projeto busca conciliar privacidade e abertura, proteção e contemplação, construindo uma experiência doméstica diretamente vinculada às características específicas do terreno e de seu entorno.

Por STUDIO MAIO ARQUITETURA LTDA

Design de interiores

estúdio criar

Por Mariane Rios

+Design

Travessia

A composição contrapõe a organicidade da madeira e o gesto manual.

Por João Muniz Junior

+Design

Banco Contraponto

A proposta investiga a relação entre estrutura racional e organicidade.

Por João Muniz Junior

Remodelação

Secreto, Salão de Beleza

O projeto foi concebido para além da estética.

Por Estúdio Kaique Xavier + Qoz Arquitetos

Remodelação

Apartamento não sou

A configuração do apartamento original propõe uma condição intuitiva de experiência, compartimentando cada pedacinho, sugerindo privacidade e pré-determinando usos e rotina.

Por Gruta Arquitetos

+Design

Candeia Ybytu

Conceito & Etimologia: Ybytu significa vento/ar em Tupi-Guarani — invisível, mas símbolo vital da vida. Candeia vem de kãde’á (bonita/formosa) e representa a iluminação ritual. A junção com Katu forma Botucatu (Bons Ares). Inspiração: Nascem do amor ao design e da memória afetiva de Botucatu. Produto: Peças versáteis em aço corten com haste chanfrada para jardins, paredes ou uso manual. Design & Experiência: Linhas retas e quadradas resgatam a antiguidade, onde a vela circular rompe as arestas. O tremeluzir da chama no vento celebra o sopro vital da respiração.

Por Pedro Paulo Pacheco

Design de interiores

Entretempos

Entretempos é o refúgio de um apreciador de arte e design. É onde ele expõe sua coleção, dedica-se à leitura e recebe amigos. Um lugar em que cada obra, cada livro e cada objeto são testemunhas silenciosas de experiências, afetos e descobertas. Para contar essa história, Vitor Pellini optou por elementos que revelam discrição e profundidade. Em vez da ostentação, o projeto celebra a autenticidade e privilegia o essencial. Os tons sóbrios permitem que as texturas e as obras de arte se revelem com naturalidade, a madeira imprime densidade e acolhimento, e o chapisco preserva a expressão da matéria. A luz indireta desenha volumes, valoriza superfícies e transforma o ambiente ao longo do dia, fazendo da passagem do tempo parte da própria experiência.

Por Vitor Pellini

Comercial

Espaço Casa Olivetto

Por Estúdio Mangava

HEER (Hospitalar - Educacional - Esportiva - Religiosa)

Haras Entrevero

Por Estúdio Mangava

Comercial

Restaurante LUME

Por Estúdio Mangava

+Design

Luminária de mesa C17+17

Existe um jeito de ver um tubo de alumínio e enxergar só isso: um tubo. E existe o jeito da Tubo. Nós vemos um cone escovado e enxergamos luz. Vemos uma junta usinada e enxergamos gesto. Vemos um cabo de aço tensionado e enxergamos o exato ponto onde a engenharia para de ser cálculo e vira desenho. Não fingimos que nossas luminárias são únicas quando não são, são seriadas, replicáveis, feitas para existir em escala. E não pedimos desculpa por isso. Porque autoria não é sobre ser a única peça na sala. É sobre ser a peça que ninguém mais teria coragem de assinar. Por isso nomeamos cada luminária pela própria ficha técnica. C17+17 não é poesia disfarçada de código, é código que virou poesia. A altura em centímetros não é detalhe de catálogo: é o nome próprio da peça. Cada peça se move. Se articula. Aponta, gira, se inclina, se equilibra num contrapeso. Porque luz parada é decoração. Luz que se articula é presença. Tubo. Porque toda grande peça começa como matéria-prima, a diferença entre indústria e autoria é só a coragem de dar um nome a ela. Na C17+17, o cone superior se articula sobre o cone inferior fixo a partir de uma peça articulada, e transforma o ângulo da luz em parte da experiência, como quem decide, todo dia, para onde olhar primeiro. A textura escovada capta a luz em linhas finas e contínuas, mudando de tom conforme o ponto de vista. Um fio têxtil vermelho desce da base e rompe a paleta metálica da peça com uma cor viva, quase um traço de caneta sobre uma superfície técnica. O resultado é um objeto que parece desenhado, não apenas fabricado.

Por Leonardo Trindade Gigioli

Remodelação

Residência LL

Logo no acesso principal da residência LL, o banheiro social se tornou o ponto de partida para uma nova narrativa de um ambiente que já não fazia mais sentido para a família. A proposta buscou transformar o lavabo em um elemento destaque, valorizando a experiência de chegada à casa. Com uma intervenção precisa e poucos materiais, a cuba passou a protagonizar o espaço, revelando a força do projeto logo no primeiro olhar. Revestido integralmente em mármore Travertino Bege Bahia com acabamento apicoado, o ambiente unifica portas, paredes, bancada e teto em uma linguagem contínua, destacando a riqueza da materialidade e criando uma atmosfera atemporal. O resultado é um espaço marcante, onde arquitetura, materiais e design se unem para transformar um ambiente funcional em uma experiência memorável.

Por VITOR PELLINI

Projetos conceito (não executados)

CASA SILENTE

A Casa Silente não busca se destacar da paisagem, mas fazer parte dela.

Por Studio MAIO

HEER (Hospitalar - Educacional - Esportiva - Religiosa)

UMA ESCOLA SUSTENTÁVEL - BRASIL

A Escola Municipal Rural Nossa Senhora da Conceição, em Mogi das Cruzes (SP), foi transformada no âmbito do programa Escola Sustentável Brasil, criado pela ONG TAGMA (Uruguai).

Por ESTUDIO ABERTO

Remodelação

LOJA 2 TETÊ CONFEITARIA

Por gabriel santiago de oliveira

Comercial

Sede Administrativa Med First

"observar os produtos comercializados pela empresa numa espécie de vitrine turva e cenográfica."

Por gabriel santiago de oliveira

Residencial

CASA DELTRAP

O diálogo com o entorno é complementado através da escolha de poucos materiais que combinam muito bem com o lugar.

Por Suelem Leite

Residencial

Casa Tot

Com implantação que privilegia a integração entre os ambientes internos e os jardins que envolvem toda a arquitetura.

Por Celso Fernando Laetano

Residencial

Casa Mangueira

Para assegurar sensações de bem-estar e conforto aos moradores, não somente a frondosa mangueira – que nomeia a obra – foi preservada na entrada social, como também toda a extensão verde que circunda.

Por Celso Fernando Laetano

Residencial

Casa 7

Uma casa contemporânea, aberta, fluída, com lazer integrado e paisagismo muito presente.

Por Celso Fernando Laetano

Residencial

Casa AM

Area livre, cuidados com águas pluviais e o cuidado com o “afundamento” visual da construção no lote.

Por comover arquitetura (Fernando Gobbo e Larissa França)

Residencial

Casa Ella

Por Pedro Laterza

Design de interiores

Clínica SÊNZIA

Por Igor Andrade

Remodelação

Residência A Porta Azul

Por Rafael Pinoti

Residencial

CASA CEDRO

CASA CEDRO Implantada em um terreno com forte declive e vista privilegiada para um lago, a Casa Cedro traduz o desejo de habitar a paisagem com leveza e profundidade. O projeto se ancora no relevo natural, permitindo que a topografia conduza a arquitetura. A chegada se dá pelo nível superior, onde estão localizados os dormitórios e o escritório. Descendo pela escada em balanço, revela-se a área social e serviço, marcada pela integração entre estar, jantar e cozinha, todos voltados para o horizonte. Estruturas maciças de concreto garantem presença e estabilidade formando uma caixa que emoldura a paisagem, enquanto as aberturas estrategicamente distribuídas asseguram iluminação e ventilação naturais. A piscina, posicionada junto à copa das árvores, parece flutuar sobre o vale, intensificando a atmosfera de suspensão que permeia todo o conjunto. No subsolo, voltado para um gramado que se abre em direção à paisagem, encontram-se a sauna, o vestiário, e a sala de ginástica, ampliando as possibilidades de lazer e bem-estar sem perder a integração com o entorno. Mais do que uma residência, a Casa Cedro é uma imersão no cenário, um diálogo poético entre arquitetura, paisagem e matéria.

Por FERNANDA PADULA

Comercial

Papatec

Projeto de arquitetura comercial em Piracicaba usa rotação de volumes e fachada metálica para destacar loja de informática em terreno estreito

Por Vertentes Arquitetura

Design de interiores

APARTAMENTO DUPLEX IDEA

Interiores IDEA Neste apto duplex, iniciamos os projetos durante a construção do edifício e obtivemos, portanto, as principais alterações arquitetônicas ainda na fase inicial! O apto apresentava um pé direito duplo na sala e um mezanino. A pedido dos clientes, criamos mais um dormitório nesse espaço. Na planta original haviam também duas amplas varandas que acabaram sendo utilizadas, em parte, para a criação de um espaço gourmet, uma nova lavanderia, um escritório e um atelier. Foi criado um espaço privativo para a condensadora do ar condicionado, assim como espaço para jardins e hortas. Inserimos também um elevador, a pedido dos clientes. A decoração foi totalmente idealizada e executada por nós, seguindo obviamente a personalidade e a história dos clientes. Optamos por um estilo moderno e com alguns objetos de época, pontuais. E buscamos, sobretudo, a funcionalidade aliada à sensação de aconchego. Idealizamos toda a Marcenaria e o Luminotécnico, espelhos, cores e texturas. O mobiliário foi garimpado em lojas de São Paulo e repaginamos também algumas peças dos clientes. Como cristaleiras, etc. Em resumo, foi um trabalho realizado em equipe, com vários profissionais da região de Botucatu e de São Paulo.

Por Patrícia Mara Juliani Melillo Bertozo

+Design

Poltrona Marché -- Marchetaria Artesanal em Madeira Maciça

Poltrona Marché é uma peça em madeira maciça que investiga a marchetaria como linguagem construtiva e estética. O desenho em espinha, executado artesanalmente no encosto e no assento, evidencia o domínio técnico do trabalho manual com a madeira, enquanto a estrutura em linhas retas e afuniladas contrasta com a fluidez do padrão marchetado. O projeto propõe uma releitura contemporânea da marchetaria como elemento central e não decorativo do design da peça.

Por LIANE SILVADO

+Design

GAIA Poltrona -- Peça Escultórica em Madeira Maciça

GAIA Poltrona é uma peça monolítica em madeira maciça, onde estrutura e forma se fundem em um único gesto contínuo. A curva que define encosto, assento e apoios de braço é resolvida sem cortes ou junções aparentes, evidenciando o processo de dobra e talha da madeira. O projeto propõe repensar a poltrona como escultura habitável, um objeto que dialoga com o corpo através da fluidez da linha, e com o material através da honestidade construtiva.

Por LIANE SILVADO

+Design

LUMIÈRE SPA

O LUMIÈRE SPA nasceu da união entre luz, água e arquitetura. Inspirado nas formas das luminárias e na iluminação acolhedora, o projeto transforma o banho em uma experiência sensorial de conforto e contemplação. Mais do que um chuveiro, uma peça escultórica que une design e bem-estar. Onde a luz encontra a água.

Por Não consta

Residencial

CASA ROYAL

Por FERNANDA PADULA ARQUITETURA

HEER (Hospitalar - Educacional - Esportiva - Religiosa)

Hospital Dia - IVision

Arquitetura hospitalar como instrumento de organização, cuidado e cura.

Por Carla Andrade

Residencial

Casa FF

Por Comover Arquitetura

HEER (Hospitalar - Educacional - Esportiva - Religiosa)

Eco Escola Jardim

A arquitetura da Escola Jardim em Limeira transforma um lote estreito em um pavilhão fluido e integrado à natureza

Por ADRIANO CALABRESI DO COUTO SOUZA

Residencial

Casa MP

Por Taguá Arquitetura

Comercial

Galeria Monet

Desnível transversal e um perímetro de geometria irregular.

Por Comover Arquitetura

Residencial

Residência FD

A escolha pelo nível de implantação revela discretamente a casa por entre as árvores frontais, e ao longo do percurso até a entrada social.

Por Padovani Arquitetos

Residencial

Casa Torto

"Contemporâneo, de obra pré-fabricada e sustentável."

Por Thiago Benedetti Brugnolo

Comercial

Agência Nume

A sede da Agência Nume foi concebida a partir da compreensão de que a arquitetura poderia atuar como uma extensão da identidade da empresa. Mais do que criar um escritório funcional, o objetivo era desenvolver um espaço capaz de comunicar seus valores, fortalecer seu posicionamento e representar o momento de crescimento da agência. Os sócios buscavam uma linguagem arquitetônica contemporânea, alinhada ao branding e à maturidade da empresa, capaz de atrair novos artistas, fortalecer o relacionamento com os já agenciados e proporcionar um ambiente de trabalho inspirador para toda a equipe. O processo de desenvolvimento iniciou-se com um briefing aprofundado junto aos sócios, complementado por uma pesquisa sobre o perfil dos artistas representados e um estudo detalhado da identidade visual da marca, incluindo conversas com os responsáveis por sua criação. Paralelamente, foram realizados levantamentos técnicos, visitas ao imóvel e consultas com fornecedores para compreender as condicionantes da edificação e garantir maior precisão nas soluções executivas. Inserido em uma área de apenas 55 m², o projeto exigiu uma ocupação extremamente racional. A reorganização da planta eliminou conflitos de circulação existentes, reposicionando a copa e o acesso ao banheiro e qualificando os fluxos internos. A fachada foi destinada aos espaços de maior permanência, enquanto a sala de reuniões, concebida como um volume envidraçado de uso eventual, preserva a integração visual do escritório. O banco junto à janela concentra diferentes funções, funcionando como área de espera, espaço para videochamadas, armazenamento, reuniões informais e momentos de pausa, demonstrando como um único elemento pode ampliar significativamente a funcionalidade do ambiente. O branding foi interpretado como uma ferramenta de projeto e não como uma referência gráfica literal. As proporções, curvas e geometrias presentes na identidade visual inspiraram o desenho da marcenaria, da mesa de reuniões, do tapete e de diversos detalhes construtivos, criando uma linguagem arquitetônica sutil e coerente. A narrativa do projeto também é construída pelo contraste entre concreto aparente e acabamentos refinados, refletindo a dualidade presente na atuação da agência, onde criatividade e organização coexistem em equilíbrio. Durante a execução da obra, a remoção do forro revelou uma laje nervurada em concreto aparente. Em vez de ocultá-la, a equipe decidiu incorporá-la como elemento estruturador da arquitetura. Seu ritmo passou a definir o grid de modulação do projeto, orientando o posicionamento da sala de reuniões, da iluminação, da marcenaria e dos demais componentes do espaço. Uma descoberta de obra transformou-se, assim, em uma estratégia projetual que conferiu unidade, precisão e racionalidade construtiva ao conjunto. Outro gesto importante foi a implantação da cortina de veludo azul junto à sala de reuniões. Além de contribuir para o desempenho acústico do ambiente, ela estabelece uma referência ao universo teatral e ao conceito de backstage, simbolizando o momento em que ideias, estratégias e produções são desenvolvidas antes de serem apresentadas ao público. As decisões técnicas também buscaram reduzir impactos ambientais por meio da preservação da estrutura existente, da especificação de iluminação em LED, da escolha de materiais duráveis e fornecedores locais, da correta gestão dos resíduos da obra e da incorporação de vegetação ao ambiente de trabalho como estratégia de biofilia e melhoria da qualidade ambiental interna.

Por Faust Arquitetos

HEER (Hospitalar - Educacional - Esportiva - Religiosa)

Arquiteto

O Pavilhão Social Tramonto é o espaço de convivência dos condomínios do Complexo Tramonto, em Guarapuava (PR). Implantado sobre um platô natural, o edifício busca estabelecer uma relação discreta com a paisagem, reinterpretando a ideia de uma cabana contemporânea por meio de dois volumes pétreos conectados por uma cobertura de concreto. Grandes aberturas, ventilação cruzada e soluções passivas de conforto ambiental respondem ao clima da região, enquanto a materialidade e a implantação preservam a memória do caráter rural que marcou o local antes de sua transformação urbana.

Por Franco Luiz Faust

Residencial

CASA CAPIXABA

Por BIOMA Arquitetura

Design de interiores

Casa Água

Marcenaria sob medida, obras de arte da família e ícones do design nacional definem este projeto de interiores

Por Cacau Ribeiro Interiores

+Design

Borogodó

Três módulos em MDF se combinam para criar de estantes a mesas de apoio

Por Alessandro Nikos Tineli

Residencial

Casa Curva

O uso de linhas curvas e brises reduz a área construída para criar um espaço fresco e totalmente integrado aos jardins

Por Eduardo Franco Correia (efcarquitetura)

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