Projetos
estúdio criar
Por Mariane Rios
Travessia
O projeto parte da canoa como um dos primeiros corpos de deslocamento no território brasileiro, tomando sua relação com a matéria, o território e a travessia como referência estrutural e simbólica. A proposta transforma madeira de assoalho reaproveitada em uma escultura vertical de forma alongada, na qual um vazio central atravessa a peça e estabelece a principal operação formal. A cavidade é esculpida manualmente e posteriormente carbonizada, incorporando ao objeto marcas de transformação, tempo e memória. A composição contrapõe a organicidade da madeira e o gesto manual a uma base de aço carbono de linguagem contemporânea, criando uma obra que investiga a passagem entre matéria, território e deslocamento.
Por João Muniz Junior
Banco Contraponto
O projeto parte da criação de um banco que ultrapasse a função utilitária do mobiliário e se constitua também como objeto escultórico. A proposta investiga a relação entre estrutura racional e organicidade, articulando uma estrutura geométrica construída a partir de madeira de assoalho reaproveitada com uma raiz natural de ipê, incorporada à composição como elemento estrutural e expressivo. O projeto busca estabelecer um contraponto entre construção e natureza, cálculo e espontaneidade, permanência e transformação, refletindo sobre diferentes formas de relação com a matéria e o território.
Por João Muniz Junior
Secreto, Salão de Beleza
Secreto é tudo aquilo que não está à mostra, que conserva o mistério e pode ser, também, um convite ao novo. Com base no nome e identidade do salão do Francisco, o projeto foi concebido para além da estética, buscou na funcionalidade cotidiana a compreensão da dinâmica e dos fluxos de um salão de beleza de forma autônoma e complementar, criando uma sinergia. O projeto uniu três salas: duas paralelas e uma perpendicular. A divisão existente entre elas foi organizada a partir do eixo hidráulico comum, subtraindo um quarto de parede e permitindo a passagem e unificação. Daí nascem o fluxo e a setorização das atividades do salão. Na sala perpendicular, ficam o acesso e a recepção, seguidos por uma passagem discreta para a área de equipe e apoio, sem porta e pouco visível. A abertura de um trecho do bloco hidráulico criou a passagem para a área de corte do salão. Todo o bloco recebeu um painel de marcenaria que unifica esses espaços e confere identidade ao conjunto, que inclui o banheiro social, a área técnica e a lavanderia. A junção entre as duas salas paralelas ocorre por meio de trechos removidos de alvenaria, que permitem um fluxo de idas e vindas. Ao todo, são três intervalos, e o que resta de parede serve como suporte para a cadeira de corte. Seis estruturas móveis de serralheria definem as estações de trabalho de cada profissional. Desenhadas em perfil tubular galvanizado, são encaixadas em outros perfis tubulares fixados nas paredes. Duas outras estruturas de suporte com função de armazenamento também foram projetadas, além dos nichos em chapa de aço que apoiam a área dos lavatórios. Talvez o que a arquitetura explorou no Salão Secreto vá além da estética: são seus fluxos e passagens que, de um espaço para o outro, revelam a função de cada ambiente.
Por Estúdio Kaique Xavier + Qoz Arquitetos
apartamento não sou
"não sou" foi birra! um nome para um projeto que sequer havia sido discutido ainda? ficou. "não sou". Sobre o projeto. Um apartamento no 8º pavimento. Aproximadamente 22 metros de altura com varanda direcionada ao aeródromo municipal, região de perspectiva desobstruída e um vultoso nascer do sol. O primeiro plano de projeto foi suprimir a varanda e levar o apartamento até o limiar da fachada, solução para ampliar o ângulo de visão da vista externa. O segundo plano foi lidar com a desconstrução dos compartimentos sem que algum ambiente fosse condenado à sua função essencial. Começamos a pensar no dormitório e simulando situações casuais, alguns pequenos espaços geralmente negligenciados foram expostos e ocupados ocasionalmente, coadunando áreas de estar e interação entre quem senta na base da cama e transforma a borda do colchão em espaldar e quem cozinha ou se joga no sofá. O terceiro plano foi tratar a área de operação com o máximo de discrição possível. Removemos os ruídos visuais e dividimos cozinha, lavanderia e despensa em 3 módulos de armários com dimensões distintas. Cada módulo de armário acomoda equipamentos, eletrodomésticos, produtos e sistemas especificados para funcionar dentro da proposta de projeto . Para nós que fizemos o projeto e administramos a obra, dois pontos merecem menção. O piso do apartamento foi feito em fulget (moldado in loco). Para viabilizar este processo, uma estratégia foi elaborada entre os colaboradores que trabalhavam em frentes distintas de execução concomitantemente. Definimos dividir a execução em 4 etapas para que não houvesse interferência entre competências. A divisão em etapas também otimizou a qualidade do acabamento que precisa ser aplicado e lavado com pressão e o refugo teve que ser removido do apartamento de forma manual com esponjas e descartadas em uma caçamba de coleta no térreo do prédio. Segunda menção vai para a precisão exigida entre projeto, especificação de equipamentos e execução de infraestrutura na área dos módulos de armários. Cada armário acomoda equipamentos que necessitam de alimentação hidráulica, elétrica, sistemas de exaustão e retorno para troca de ar e pressurização e estruturas de suporte para marcenaria. Cada milímetro teve que ser discutido entre as frentes de execução e coordenadas coletivamente para que tudo pudesse funcionar sem que houvesse comprometimento. A configuração do apartamento original propõe uma condição intuitiva de experiência, compartimentando cada pedacinho, sugerindo privacidade e pré-determinando usos e rotina. Nossa intenção foi driblar o bom gosto, o bom senso, os bons modos... a sugestão do novo espaço é não ter sugestão. Abraçar o caos em pequenos ambientes cada vez mais comuns. Palco para um drama de costumes nelson-rodrigueano.
Por gabriel
Entretempos
Entretempos é o refúgio de um apreciador de arte e design. É onde ele expõe sua coleção, dedica-se à leitura e recebe amigos. Um lugar em que cada obra, cada livro e cada objeto são testemunhas silenciosas de experiências, afetos e descobertas. Para contar essa história, Vitor Pellini optou por elementos que revelam discrição e profundidade. Em vez da ostentação, o projeto celebra a autenticidade e privilegia o essencial. Os tons sóbrios permitem que as texturas e as obras de arte se revelem com naturalidade, a madeira imprime densidade e acolhimento, e o chapisco preserva a expressão da matéria. A luz indireta desenha volumes, valoriza superfícies e transforma o ambiente ao longo do dia, fazendo da passagem do tempo parte da própria experiência.
Por Vitor Pellini
Espaço Casa Olivetto
Por Estúdio Mangava
Haras Entrevero
Por Estúdio Mangava
Restaurante LUME
Por Estúdio Mangava
Luminária de mesa C17+17
Existe um jeito de ver um tubo de alumínio e enxergar só isso: um tubo. E existe o jeito da Tubo. Nós vemos um cone escovado e enxergamos luz. Vemos uma junta usinada e enxergamos gesto. Vemos um cabo de aço tensionado e enxergamos o exato ponto onde a engenharia para de ser cálculo e vira desenho. Não fingimos que nossas luminárias são únicas quando não são, são seriadas, replicáveis, feitas para existir em escala. E não pedimos desculpa por isso. Porque autoria não é sobre ser a única peça na sala. É sobre ser a peça que ninguém mais teria coragem de assinar. Por isso nomeamos cada luminária pela própria ficha técnica. C17+17 não é poesia disfarçada de código, é código que virou poesia. A altura em centímetros não é detalhe de catálogo: é o nome próprio da peça. Cada peça se move. Se articula. Aponta, gira, se inclina, se equilibra num contrapeso. Porque luz parada é decoração. Luz que se articula é presença. Tubo. Porque toda grande peça começa como matéria-prima, a diferença entre indústria e autoria é só a coragem de dar um nome a ela. Na C17+17, o cone superior se articula sobre o cone inferior fixo a partir de uma peça articulada, e transforma o ângulo da luz em parte da experiência, como quem decide, todo dia, para onde olhar primeiro. A textura escovada capta a luz em linhas finas e contínuas, mudando de tom conforme o ponto de vista. Um fio têxtil vermelho desce da base e rompe a paleta metálica da peça com uma cor viva, quase um traço de caneta sobre uma superfície técnica. O resultado é um objeto que parece desenhado, não apenas fabricado.
Por Leonardo Trindade Gigioli
UMA ESCOLA SUSTENTÁVEL - BRASIL
A Escola Municipal Rural Nossa Senhora da Conceição, em Mogi das Cruzes (SP), foi transformada no âmbito do programa Escola Sustentável Brasil, criado pela ONG TAGMA (Uruguai).
Por ESTUDIO ABERTO
LOJA 2 TETÊ CONFEITARIA
Por gabriel santiago de oliveira
Sede Administrativa Med First
"observar os produtos comercializados pela empresa numa espécie de vitrine turva e cenográfica."
Por gabriel santiago de oliveira
Casa BRHO
O diálogo com o entorno é complementado através da escolha de poucos materiais que combinam muito bem com o lugar.
Por Suelem Leite
Casa Tot
Com implantação que privilegia a integração entre os ambientes internos e os jardins que envolvem toda a arquitetura.
Por Celso Fernando Laetano
Casa Mangueira
Para assegurar sensações de bem-estar e conforto aos moradores, não somente a frondosa mangueira – que nomeia a obra – foi preservada na entrada social, como também toda a extensão verde que circunda.
Por Celso Fernando Laetano
Casa 7
Uma casa contemporânea, aberta, fluída, com lazer integrado e paisagismo muito presente.
Por Celso Fernando Laetano
Casa AM
Area livre, cuidados com águas pluviais e o cuidado com o “afundamento” visual da construção no lote.
Por comover arquitetura (Fernando Gobbo e Larissa França)
Casa Ella
Por Pedro Laterza
Clínica SÊNZIA
Por Igor Andrade
Residência A Porta Azul
Por Rafael Pinoti
CASA CEDRO
CASA CEDRO Implantada em um terreno com forte declive e vista privilegiada para um lago, a Casa Cedro traduz o desejo de habitar a paisagem com leveza e profundidade. O projeto se ancora no relevo natural, permitindo que a topografia conduza a arquitetura. A chegada se dá pelo nível superior, onde estão localizados os dormitórios e o escritório. Descendo pela escada em balanço, revela-se a área social e serviço, marcada pela integração entre estar, jantar e cozinha, todos voltados para o horizonte. Estruturas maciças de concreto garantem presença e estabilidade formando uma caixa que emoldura a paisagem, enquanto as aberturas estrategicamente distribuídas asseguram iluminação e ventilação naturais. A piscina, posicionada junto à copa das árvores, parece flutuar sobre o vale, intensificando a atmosfera de suspensão que permeia todo o conjunto. No subsolo, voltado para um gramado que se abre em direção à paisagem, encontram-se a sauna, o vestiário, e a sala de ginástica, ampliando as possibilidades de lazer e bem-estar sem perder a integração com o entorno. Mais do que uma residência, a Casa Cedro é uma imersão no cenário, um diálogo poético entre arquitetura, paisagem e matéria.
Por FERNANDA PADULA
Papatec
Projeto de arquitetura comercial em Piracicaba usa rotação de volumes e fachada metálica para destacar loja de informática em terreno estreito
Por Vertentes Arquitetura
APARTAMENTO DUPLEX IDEA
Interiores IDEA Neste apto duplex, iniciamos os projetos durante a construção do edifício e obtivemos, portanto, as principais alterações arquitetônicas ainda na fase inicial! O apto apresentava um pé direito duplo na sala e um mezanino. A pedido dos clientes, criamos mais um dormitório nesse espaço. Na planta original haviam também duas amplas varandas que acabaram sendo utilizadas, em parte, para a criação de um espaço gourmet, uma nova lavanderia, um escritório e um atelier. Foi criado um espaço privativo para a condensadora do ar condicionado, assim como espaço para jardins e hortas. Inserimos também um elevador, a pedido dos clientes. A decoração foi totalmente idealizada e executada por nós, seguindo obviamente a personalidade e a história dos clientes. Optamos por um estilo moderno e com alguns objetos de época, pontuais. E buscamos, sobretudo, a funcionalidade aliada à sensação de aconchego. Idealizamos toda a Marcenaria e o Luminotécnico, espelhos, cores e texturas. O mobiliário foi garimpado em lojas de São Paulo e repaginamos também algumas peças dos clientes. Como cristaleiras, etc. Em resumo, foi um trabalho realizado em equipe, com vários profissionais da região de Botucatu e de São Paulo.
Por Patrícia Mara Juliani Melillo Bertozo
Poltrona Marché -- Marchetaria Artesanal em Madeira Maciça
Poltrona Marché é uma peça em madeira maciça que investiga a marchetaria como linguagem construtiva e estética. O desenho em espinha, executado artesanalmente no encosto e no assento, evidencia o domínio técnico do trabalho manual com a madeira, enquanto a estrutura em linhas retas e afuniladas contrasta com a fluidez do padrão marchetado. O projeto propõe uma releitura contemporânea da marchetaria como elemento central e não decorativo do design da peça.
Por LIANE SILVADO
GAIA Poltrona -- Peça Escultórica em Madeira Maciça
GAIA Poltrona é uma peça monolítica em madeira maciça, onde estrutura e forma se fundem em um único gesto contínuo. A curva que define encosto, assento e apoios de braço é resolvida sem cortes ou junções aparentes, evidenciando o processo de dobra e talha da madeira. O projeto propõe repensar a poltrona como escultura habitável, um objeto que dialoga com o corpo através da fluidez da linha, e com o material através da honestidade construtiva.
Por LIANE SILVADO
LUMIÈRE SPA
O LUMIÈRE SPA nasceu da união entre luz, água e arquitetura. Inspirado nas formas das luminárias e na iluminação acolhedora, o projeto transforma o banho em uma experiência sensorial de conforto e contemplação. Mais do que um chuveiro, uma peça escultórica que une design e bem-estar. Onde a luz encontra a água.
Por Não consta
CASA ROYAL
Por FERNANDA PADULA ARQUITETURA
Hospital Dia - IVision
Arquitetura hospitalar como instrumento de organização, cuidado e cura.
Por Carla Andrade
Casa FF
Por Comover Arquitetura
Eco Escola Jardim
A arquitetura da Escola Jardim em Limeira transforma um lote estreito em um pavilhão fluido e integrado à natureza
Por ADRIANO CALABRESI DO COUTO SOUZA
Casa MP
Por Taguá Arquitetura
Galeria Monet
Desnível transversal e um perímetro de geometria irregular.
Por Comover Arquitetura
Residência FD
A escolha pelo nível de implantação revela discretamente a casa por entre as árvores frontais, e ao longo do percurso até a entrada social.
Por Padovani Arquitetos
Casa Torto
"Contemporâneo, de obra pré-fabricada e sustentável."
Por Thiago Benedetti Brugnolo
Agência Nume
A sede da Agência Nume foi concebida a partir da compreensão de que a arquitetura poderia atuar como uma extensão da identidade da empresa. Mais do que criar um escritório funcional, o objetivo era desenvolver um espaço capaz de comunicar seus valores, fortalecer seu posicionamento e representar o momento de crescimento da agência. Os sócios buscavam uma linguagem arquitetônica contemporânea, alinhada ao branding e à maturidade da empresa, capaz de atrair novos artistas, fortalecer o relacionamento com os já agenciados e proporcionar um ambiente de trabalho inspirador para toda a equipe. O processo de desenvolvimento iniciou-se com um briefing aprofundado junto aos sócios, complementado por uma pesquisa sobre o perfil dos artistas representados e um estudo detalhado da identidade visual da marca, incluindo conversas com os responsáveis por sua criação. Paralelamente, foram realizados levantamentos técnicos, visitas ao imóvel e consultas com fornecedores para compreender as condicionantes da edificação e garantir maior precisão nas soluções executivas. Inserido em uma área de apenas 55 m², o projeto exigiu uma ocupação extremamente racional. A reorganização da planta eliminou conflitos de circulação existentes, reposicionando a copa e o acesso ao banheiro e qualificando os fluxos internos. A fachada foi destinada aos espaços de maior permanência, enquanto a sala de reuniões, concebida como um volume envidraçado de uso eventual, preserva a integração visual do escritório. O banco junto à janela concentra diferentes funções, funcionando como área de espera, espaço para videochamadas, armazenamento, reuniões informais e momentos de pausa, demonstrando como um único elemento pode ampliar significativamente a funcionalidade do ambiente. O branding foi interpretado como uma ferramenta de projeto e não como uma referência gráfica literal. As proporções, curvas e geometrias presentes na identidade visual inspiraram o desenho da marcenaria, da mesa de reuniões, do tapete e de diversos detalhes construtivos, criando uma linguagem arquitetônica sutil e coerente. A narrativa do projeto também é construída pelo contraste entre concreto aparente e acabamentos refinados, refletindo a dualidade presente na atuação da agência, onde criatividade e organização coexistem em equilíbrio. Durante a execução da obra, a remoção do forro revelou uma laje nervurada em concreto aparente. Em vez de ocultá-la, a equipe decidiu incorporá-la como elemento estruturador da arquitetura. Seu ritmo passou a definir o grid de modulação do projeto, orientando o posicionamento da sala de reuniões, da iluminação, da marcenaria e dos demais componentes do espaço. Uma descoberta de obra transformou-se, assim, em uma estratégia projetual que conferiu unidade, precisão e racionalidade construtiva ao conjunto. Outro gesto importante foi a implantação da cortina de veludo azul junto à sala de reuniões. Além de contribuir para o desempenho acústico do ambiente, ela estabelece uma referência ao universo teatral e ao conceito de backstage, simbolizando o momento em que ideias, estratégias e produções são desenvolvidas antes de serem apresentadas ao público. As decisões técnicas também buscaram reduzir impactos ambientais por meio da preservação da estrutura existente, da especificação de iluminação em LED, da escolha de materiais duráveis e fornecedores locais, da correta gestão dos resíduos da obra e da incorporação de vegetação ao ambiente de trabalho como estratégia de biofilia e melhoria da qualidade ambiental interna.
Por Faust Arquitetos
Arquiteto
O Pavilhão Social Tramonto é o espaço de convivência dos condomínios do Complexo Tramonto, em Guarapuava (PR). Implantado sobre um platô natural, o edifício busca estabelecer uma relação discreta com a paisagem, reinterpretando a ideia de uma cabana contemporânea por meio de dois volumes pétreos conectados por uma cobertura de concreto. Grandes aberturas, ventilação cruzada e soluções passivas de conforto ambiental respondem ao clima da região, enquanto a materialidade e a implantação preservam a memória do caráter rural que marcou o local antes de sua transformação urbana.
Por Franco Luiz Faust
CASA CAPIXABA
Por BIOMA Arquitetura
Casa Água
Marcenaria sob medida, obras de arte da família e ícones do design nacional definem este projeto de interiores
Por Cacau Ribeiro Interiores
Borogodó
Três módulos em MDF se combinam para criar de estantes a mesas de apoio
Por Alessandro Nikos Tineli
Casa Curva
O uso de linhas curvas e brises reduz a área construída para criar um espaço fresco e totalmente integrado aos jardins
Por Eduardo Franco Correia (efcarquitetura)
Espaço Expositivo Lidia Lisbôa
Na capital paulista, um espaço expositivo desenhado sob medida celebra o fazer manual e o uso de matérias-primas naturais na arte contemporânea
Por efcarquitetura
Apartamento SBC
Soluções de marcenaria inteligente e integração total transformam este pequeno duplex em um espaço amplo e funcional
Por Studio Papaya
CASA LIV
Nascido de um desenho da própria moradora, o projeto elimina barreiras entre sala, cozinha e jardim para criar uma rotina familiar completamente integrada. A Casa Liv, localizada em Bauru e projetada pelo escritório Fagner Mendes Gava Arquitetos, estabelece um diálogo sensível entre o espaço construído e a experiência de morar. Longe de se revelar em um primeiro olhar, a residência se transforma ao longo do dia por meio da luz, dos percursos internos e da constante transição entre o interior e a vegetação. O ponto de partida para essa concepção nasceu de uma colaboração estreita entre os profissionais e a proprietária, cujo envolvimento inicial foi determinante para o layout integrado. "Eu desenhei no papel", compartilha a cliente Lívia, ao recordar o esboço inicial que trazia o desejo de uma conexão total entre a cozinha, a sala e a área externa. A partir dessa premissa, a parceria técnica buscou viabilizar uma fluidez cotidiana, onde as atividades da família pudessem acontecer de forma livre e sem barreiras visuais ou físicas. Visualmente, o projeto adota uma postura de discrição e equilíbrio, partindo do princípio de que a redução de excessos é capaz de revelar o essencial. Na fachada, a combinação do concreto aparente, da vegetação e de um extenso fechamento em muxarabi metálico confere identidade sem necessidade de adornos. Esse muxarabi, inclusive, não se restringe à porção frontal da residência; ele se prolonga por toda a lateral, mediando a relação entre a arquitetura e o paisagismo desde o acesso principal até os fundos. O elemento atua como um filtro dinâmico que suaviza o sol da tarde, promove a ventilação natural e projeta desenhos geométricos de luz e sombra nas superfícies internas, transformando a iluminação natural no elemento que dita o ritmo dos ambientes. A transição entre as áreas sociais e íntimas reforça essa atmosfera de calma, utilizando as esquadrias como segundas camadas de filtragem da luminosidade. O desenho técnico dos caixilhos foi planejado para que as esquadrias praticamente desapareçam quando abertas, graças a perfis mínimos e painéis de vidro de canto a canto. Essa solução elimina as barreiras visuais e promove uma real integração, permitindo que a sala se expanda em direção ao deck externo e que as dinâmicas familiares -- como o movimento das crianças ou um café da manhã que se estende para o quintal -- ocorram de maneira contínua. Ao cair da noite, a percepção da Casa Liv se inverte, e a iluminação interna passa a se projetar para o exterior através da pele metálica vazada. A eficiência do projeto se consolida não por componentes isolados, mas pela sinergia entre a luz indireta, a presença constante do verde e a amplitude espacial. Ao abrir mão de portas desnecessárias nos ambientes de convivência, a arquitetura cumpre o papel de acolher o cotidiano, transformando conceitos técnicos em uma experiência de conforto e permanência.
Por Fagner Mendes Gava
EDIFÍCIO LAVIT
Edifício residencial composto por dez pavimentos e apartamentos de 41m² e 64m². Sua área de lazer está no sétimo andar, como uma grande praça elevada, piscina, academia, lavanderia compartilhada, coworking, brinquedoteca e churrasqueira integrados e sem paredes, com vista para o pôr do sol, possibilitando a socialização dos moradores.
Por Fagner Mendes Gava
Casa RCA
Fluidez dos ambientes e uso eficiente da iluminação mostram como a arquitetura pode aliar estética e funcionalidade no cotidiano de uma família
Por RBTO Arquitetura
Casa Celeiro
Estrutura de madeira engenheirada organiza os volumes de residência no interior paulista
Por Otto Felix
Delattio Gelato
Design de interiores comercial aposta em fluxo integrado e mobiliário exclusivo
Por Cacau Ribeiro Interiores
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