Luminária de mesa C17+17
Existe um jeito de ver um tubo de alumínio e enxergar só isso: um tubo. E existe o jeito da Tubo. Nós vemos um cone escovado e enxergamos luz. Vemos uma junta usinada e enxergamos gesto. Vemos um cabo de aço tensionado e enxergamos o exato ponto onde a engenharia para de ser cálculo e vira desenho. Não fingimos que nossas luminárias são únicas quando não são, são seriadas, replicáveis, feitas para existir em escala. E não pedimos desculpa por isso. Porque autoria não é sobre ser a única peça na sala. É sobre ser a peça que ninguém mais teria coragem de assinar. Por isso nomeamos cada luminária pela própria ficha técnica. C17+17 não é poesia disfarçada de código, é código que virou poesia. A altura em centímetros não é detalhe de catálogo: é o nome próprio da peça. Cada peça se move. Se articula. Aponta, gira, se inclina, se equilibra num contrapeso. Porque luz parada é decoração. Luz que se articula é presença. Tubo. Porque toda grande peça começa como matéria-prima, a diferença entre indústria e autoria é só a coragem de dar um nome a ela. Na C17+17, o cone superior se articula sobre o cone inferior fixo a partir de uma peça articulada, e transforma o ângulo da luz em parte da experiência, como quem decide, todo dia, para onde olhar primeiro. A textura escovada capta a luz em linhas finas e contínuas, mudando de tom conforme o ponto de vista. Um fio têxtil vermelho desce da base e rompe a paleta metálica da peça com uma cor viva, quase um traço de caneta sobre uma superfície técnica. O resultado é um objeto que parece desenhado, não apenas fabricado.
Categoria: +Design
Localização: Lençóis Paulista
Ano: 2026
Área: Não divulgada
Escritório: Leonardo Trindade Gigioli
Créditos: Carolina Mossin e Paulo Aidar
