Casa Ramenzoni

Residência de veraneio integrada à paisagem, com volumes horizontais e espaços fluidos que conectam interior e exterior.

A Casa Ramenzoni foi concebida como uma residência de veraneio onde a arquitetura atua como mediadora entre o habitar e a paisagem. O projeto parte do princípio de que a casa não deveria se impor ao entorno, mas sim revelar e potencializar suas qualidades naturais por meio de percursos, enquadramentos e espaços de contemplação.

A principal inspiração do projeto foi a relação direta com a paisagem, entendida como elemento central da experiência arquitetônica. Desde o início, buscou-se criar uma sequência espacial capaz de conduzir o morador de forma gradual, permitindo que o contato com o entorno acontecesse de maneira sensorial e contínua. O hall de entrada assume papel fundamental nesse conceito, funcionando como um espaço de transição que enquadra a paisagem como um verdadeiro quadro vivo, estabelecendo o tom da experiência desde a chegada."

Entre os principais desafios enfrentados esteve a implantação da residência em um terreno com topografia marcada, exigindo uma solução que equilibrasse grandes áreas construídas com uma presença arquitetônica discreta. A estratégia adotada foi a fragmentação do programa em volumes horizontais, acompanhando o relevo e reduzindo o impacto visual da edificação. Outro obstáculo foi garantir conforto térmico e visual em uma casa amplamente aberta para o exterior, sem comprometer a proteção solar e a privacidade.

A construção utiliza técnicas tradicionais associadas a uma execução precisa e detalhada. A estrutura combina concreto armado com grandes balanços, permitindo a criação de beirais generosos que protegem os espaços internos. A pedra natural aparece nos muros de contenção e elementos verticais, reforçando a relação com o terreno e contribuindo para a sensação de permanência. A madeira é amplamente utilizada em forros, brises e fechamentos, conferindo aconchego e unidade visual aos ambientes.

A configuração espacial privilegia a fluidez e a integração entre os espaços. As áreas sociais se organizam de forma contínua, conectadas aos jardins, pátios e áreas externas por meio de amplos planos envidraçados. O paisagismo é parte integrante do projeto arquitetônico, atravessando os espaços internos e criando zonas de transição que dissolvem os limites entre interior e exterior. Dessa forma, a casa se constrói menos como um objeto isolado e mais como uma experiência de habitar em permanente diálogo com a paisagem.

    Categoria: Residencial

    Localização: Avaré

    Ano: 2025

    Área: 1.300m²

    Arquiteto: Rômulo Rezende

    Créditos: Carolina Lacaz