Comercial
Agência Nume
A sede da Agência Nume foi concebida a partir da compreensão de que a arquitetura poderia atuar como uma extensão da identidade da empresa. Mais do que criar um escritório funcional, o objetivo era desenvolver um espaço capaz de comunicar seus valores, fortalecer seu posicionamento e representar o momento de crescimento da agência. Os sócios buscavam uma linguagem arquitetônica contemporânea, alinhada ao branding e à maturidade da empresa, capaz de atrair novos artistas, fortalecer o relacionamento com os já agenciados e proporcionar um ambiente de trabalho inspirador para toda a equipe. O processo de desenvolvimento iniciou-se com um briefing aprofundado junto aos sócios, complementado por uma pesquisa sobre o perfil dos artistas representados e um estudo detalhado da identidade visual da marca, incluindo conversas com os responsáveis por sua criação. Paralelamente, foram realizados levantamentos técnicos, visitas ao imóvel e consultas com fornecedores para compreender as condicionantes da edificação e garantir maior precisão nas soluções executivas. Inserido em uma área de apenas 55 m², o projeto exigiu uma ocupação extremamente racional. A reorganização da planta eliminou conflitos de circulação existentes, reposicionando a copa e o acesso ao banheiro e qualificando os fluxos internos. A fachada foi destinada aos espaços de maior permanência, enquanto a sala de reuniões, concebida como um volume envidraçado de uso eventual, preserva a integração visual do escritório. O banco junto à janela concentra diferentes funções, funcionando como área de espera, espaço para videochamadas, armazenamento, reuniões informais e momentos de pausa, demonstrando como um único elemento pode ampliar significativamente a funcionalidade do ambiente. O branding foi interpretado como uma ferramenta de projeto e não como uma referência gráfica literal. As proporções, curvas e geometrias presentes na identidade visual inspiraram o desenho da marcenaria, da mesa de reuniões, do tapete e de diversos detalhes construtivos, criando uma linguagem arquitetônica sutil e coerente. A narrativa do projeto também é construída pelo contraste entre concreto aparente e acabamentos refinados, refletindo a dualidade presente na atuação da agência, onde criatividade e organização coexistem em equilíbrio. Durante a execução da obra, a remoção do forro revelou uma laje nervurada em concreto aparente. Em vez de ocultá-la, a equipe decidiu incorporá-la como elemento estruturador da arquitetura. Seu ritmo passou a definir o grid de modulação do projeto, orientando o posicionamento da sala de reuniões, da iluminação, da marcenaria e dos demais componentes do espaço. Uma descoberta de obra transformou-se, assim, em uma estratégia projetual que conferiu unidade, precisão e racionalidade construtiva ao conjunto. Outro gesto importante foi a implantação da cortina de veludo azul junto à sala de reuniões. Além de contribuir para o desempenho acústico do ambiente, ela estabelece uma referência ao universo teatral e ao conceito de backstage, simbolizando o momento em que ideias, estratégias e produções são desenvolvidas antes de serem apresentadas ao público. As decisões técnicas também buscaram reduzir impactos ambientais por meio da preservação da estrutura existente, da especificação de iluminação em LED, da escolha de materiais duráveis e fornecedores locais, da correta gestão dos resíduos da obra e da incorporação de vegetação ao ambiente de trabalho como estratégia de biofilia e melhoria da qualidade ambiental interna.
Por Faust Arquitetos
Galeria Monet
Desnível transversal e um perímetro de geometria irregular.
Por Comover Arquitetura
Sede Administrativa Med First
"observar os produtos comercializados pela empresa numa espécie de vitrine turva e cenográfica."
Por gabriel santiago de oliveira
Restaurante LUME
Por Estúdio Mangava
Espaço Casa Olivetto
Por Estúdio Mangava
Academia no Vale
Integrada à paisagem e implantada de forma discreta no terreno, a academia se revela gradualmente, como uma descoberta em meio à vegetação. O projeto parte de uma premissa fundamental: preservar o protagonismo da natureza, estabelecendo uma relação de continuidade entre o ambiente construído e seu entorno. A proposta amplia o significado do espaço destinado à atividade física ao incorporar contemplação, convivência e contato com a paisagem à experiência cotidiana dos moradores. A composição arquitetônica é marcada pela horizontalidade e pela leveza visual. Uma ampla laje se projeta sobre o volume envidraçado da academia, conformando um terraço-jardim que amplia as possibilidades de uso e oferece um espaço de permanência ao ar livre. Além de definir a volumetria do conjunto, esse elemento estabelece uma transição entre interior e exterior, articulando os diferentes usos em uma composição que valoriza a integração com o ambiente natural. No pavimento inferior, a academia se organiza em um volume transparente, cujas fachadas envidraçadas estabelecem uma conexão visual contínua com a vegetação. A entrada de luz natural e a permeabilidade visual ampliam a percepção espacial, aproximando a prática de exercícios físicos do cenário externo. A materialidade reforça o caráter contemporâneo da edificação: o concreto aparente, os perfis metálicos pretos e as superfícies transparentes compõem uma linguagem sóbria, na qual a expressão dos materiais dialoga com a paisagem sem competir com ela. A implantação acompanha as particularidades do terreno e explora a relação com o vale, incorporando a topografia como condicionante da concepção arquitetônica. Nesse contexto, a paisagem ultrapassa a condição de pano de fundo e passa a participar ativamente da experiência dos usuários, orientando os visuais e qualificando a percepção dos espaços. O resultado é um equipamento de uso coletivo que concilia funcionalidade, convivência e contemplação. Ao articular implantação, materialidade e transparência, o projeto transforma a academia em uma extensão da paisagem e atribui novas dimensões ao espaço dedicado à atividade física. A arquitetura, nesse sentido, atua com discrição e precisão, valorizando o entorno natural e incorporando-o à experiência cotidiana dos moradores.
Por ROBERTO CIMINO
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